Agronegócio sustenta emprego no Interior
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quarta-feira, 17 de agosto de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba Apesar do ritmo menor, a agricultura e agroindústria continuam sustentando a criação de novos empregos no Paraná. O balanço do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), divulgado ontem, mostrou um crescimento de 4,36% no nível do emprego gerado no primeiro semestre deste ano, quando foram criadas 74.578 novas vagas, das quais 71% foram no Interior, principalmente nos municípios menores onde o setor agrícola exerce efeitos positivos sobre a economia regional.
O resultado do primeiro semestre revela uma redução de 20 mil empregos no Estado, em relação ao mesmo período do ano passado quando o Paraná gerou 94.540 novos empregos. Essa queda também foi maior no Interior em relação à Região Metropolitana de Curitiba (RMC), onde o nível de emprego se mostrou mais estável.
Segundo o economista do Dieese Sandro Silva, os postos de trabalho não pararam de crescer este ano, mas o crescimento está mais desacelerado em relação ao ano passado, quando a economia nacional exibia crescimento maior do que este ano. Dos 29 municípios paranaenses com população acima de 50 mil habitantes, apenas seis exibiram índices de crescimento acima dos verificados no ano passado.
Em Londrina, dos 3.047 empregos gerados no primeiro semestre deste ano, que correspondeu a um crescimento de 2,82% sobre o mesmo período do ano passado, 75% foram gerados no setor de serviços. Outros 15% das vagas foram criadas pelo comércio e 10,4%, pela indústria. No ano passado, no mesmo período o ritmo de crescimento do emprego na cidade era de 3,62%. Em Curitiba, dos 12.449 empregos gerados no período janeiro a junho deste ano, 60% foram criados pelo setor de serviços, 19% pelo comércio e 12,59% pela indústria.
Os 10 municípios maiores que apresentaram taxas de crescimento do emprego mais expressivas no semestre, segundo o Dieese, foram Piraquara (7,49%), Toledo (6,95%), Cianorte (6,44%), São José dos Pinhais (6,30%), Paranavaí (6,15%), Araucária (5,27%), Telêmaco Borba (5%), Cambé (4,76), Cascavel (4,63) e Maringá (4,61%). A taxa média de crescimento do emprego nos municípios maiores foi 3,26%. Os setores de serviços e indústrias de alimentos, bebidas e álcool foram os que mais geraram empregos nesses municípios.
Os municípios menores exibiram uma média de crescimento superior, da ordem de 7,04%. Foi o caso de cidades como Cornélio Procópio e Jacarezinho, no Norte Pioneiro, e de Paranavaí e Cianorte, na região Noroeste. Segundo Silva, os efeitos sazonais da agropecuária, mais fortes no primeiro semestre, influenciaram o crescimento do emprego nessas cidades e regiões.
As regiões com baixo desempenho na criação de novos empregos foram a Centro-Oriental Paranaense, que abrange os municípios de Ponta Grossa, Telemaco Borba e Jaguariaíva; Centro-Sul Paranaense, que abrange os municípios de Pitanga, Guarapuava e Palmas; e a região Sudeste Paranaense que abrange os municípios de União da Vitória, Prudentopolis, São Mateus do Sul e Irati.


