O ano foi muito bom para o agronegócio, apesar dos prejuízos causados pelas geadas ao milho. ''A rentabilidade se manteve estável. Não dá para reclamar'', afirma Gustavo Andrade e Lopes, presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP). Mas, quanto a 2012, o otimismo não é tão grande no setor. Os motivos são a possibilidade de quebra da safra da soja em alguns Estados e a crise na Europa. ''Estamos apreensivos sobre os reflexos desta crise no mercado de commodities'', ressalta.
Na pecuária, a expectativa é quanto ao funcionamento da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), recentemente criada pelo governo do Estado. ''É preciso aparelhá-la para dar início aos seus trabalhos'', ressalva. Mesmo assim, ele acredita que a agência irá contribuir para melhorar o controle sanitário. ''É possível inclusive declararmos o Paraná como área livre da febre aftosa sem vacinação'', acredita.
Em relação ao crédito, Lopes afirma que as perspectivas continuam boas em 2012. E, se o câmbio continuar no mesmo patamar deste final de ano, também será um cenário ''razoável'' para o agronegócio, segundo o presidente da SRP.
Sobre a Expo Londrina 2012, Lopes diz que a entidade articula a aprovação de uma lei nominando o evento como Expo Paraná. ''Estamos trabalhando para que em 2013 já tenhamos esse status de evento estadual'', conta.
Cooperativa
2011 foi excelente para a Cooperativa Integrada, que deverá faturar algo em torno de R$ 1,345 bilhão, 25% a mais que no ano passado. ''Apesar de problemas climáticos em algumas regiões (a geada prejudicou o milho), em geral o ano foi muito bom'', ressalta o presidente Carlos Murate.
Mas as expectativas para 2012, também na opinião de Murate, são preocupantes. ''A soja agora está numa fase vegetativa, que é uma fase crítica e estamos sobre influência do (fenômeno climático) La NiÀa. Pode haver quebra de produtividade'', explica. O cenário internacional, com a possibilidade de agravamento da crise europeia, também preocupa. (N.B.)

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