Agronegócio representa 65% do movimento de Paranaguá
A boa sanidade dos produtos agropecuários nos últimos anos está resultando em ganhos de mercado. Estes ganhos aumentam a renda do produtor, geram emprego no campo e na cidade e distribuem as riquezas do agronegócio à medida em que o dinheiro passa a circular nos municípios do interior, origem da mercdoria. O presidente da Faep, Ágide Meneguette, o último a falar no encontro do Nrespar, em Astorga - numa cerimônia que reuniu mais de mil agricultores, prefeitos e 48 presidentes de sindicatos rurais - disse que 65% de tudo que se exporta pelo Porto de Paranaguá são itens do agronegócio, ou seja saem da agricultura ou da agroindústria. E Paranaguá, ano passado, exportou mais de R$ 5,3 bilhões. Para Guerino Guandalini, presidente do Sindicato de Astorga, há uma nova força política no Paraná, a força das lideranças do agronegócio que estão mais unidas.
Ágide Meneguette disse que o Paraná, neste momento, está defendendo um preço de garantia para o trigo que garanta lucro ao campo. Ele também quer que o governo subsidie parte do prêmio do seguro agrícola na safra de inverno, de 13%. Como essa decisão teria de passar pelo Congresso - e, neste caso só entraria em vigor ano que vem -, Meneguette defende que o governo institua uma medida provisória (MP) para garantir recursos já nesta safra. O seguro agrícola vai contemplar agricultores que não conseguirem financiar totalmente sua produção. O Proagro é um seguro do financiamento -explica o assessor econômico da Faep, Carlos Augusto Albuquerque -, e está vinculado aos empréstimos de custeio da lavoura. Os agricultores precisam de um seguro que cubra as lavouras não financiadas.





