Curitiba - A Case New Holland apresentou um aumento nas vendas no Brasil em 54% para tratores e 98% para colheitadeiras, de janeiro a julho deste ano, comparado ao mesmo período em 2006. A empresa vendeu 3.686 tratores e 449 colheitadeiras e obteve participação de mercado de 43% em colheitadeiras e 22,2% em tratores. Os números, divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) ontem, são reflexo da reação de alguns segmentos do agronegócio brasileiro, em especial o setor de grãos.
O crescimento do mercado levou a Case New Holland a contratar 477 novos funcionários para a fábrica de Curitiba, onde são produzidos tratores e colheitadeiras das marcas Case IH e da New Holland.
Nos primeiros sete meses de 2007 a indústria do setor comercializou 16.592 tratores e 1.044 colheitadeiras, o que representa um aumento de 46% e 107% respectivamente, comparado ao mesmo período no ano anterior. A expectativa da Anfavea é que este ano sejam vendidos 26 mil tratores e 1,6 mil colheitadeiras.
''Mesmo com o crescimento, o mercado doméstico - principal destino das máquinas agrícolas - não deve alcançar, neste ano, os mesmos patamares de 2004'', diz o diretor de Relações Externas da Case New Holland, Milton Rego. Em 2004, foram comercializadas no País, somando-se todas as indústrias, 5.605 colheitadeiras de grãos e 28.803 tratores.
Já em 2006, a indústria vendeu 1.031 colheitadeiras e 20.425 tratores no mercado interno. A queda no volume no período (2004 a 2006), calculado em 81,6% em colheitadeiras, é reflexo da brusca desvalorização do dólar durante a safra 2004/2005, o que derrubou os preços das principais commodities brasileiras (soja e milho) e causou prejuízos na agricultura, pois os custos foram mais altos do que o valor pago pela produção.

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