Brasília - O governo estuda alternativas para aumentar o volume de crédito na agricultura via mercado de capitais, disse ontem o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Ivan Wedekin. Estão em análise a criação de fundos de investimento no agronegócio e letras de comércio agrícola. Na sexta-feira, técnicos do Ministério da Fazenda foram ao Rio de Janeiro para tratar do assunto com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de capitais.
As alternativas levam em consideração um cenário agrícola dos próximos dez anos e uma realidade de queda nas taxas de juros. Tanto a alternativa dos fundos quando a de letras de comércio agrícola seriam de responsabilidade privada, observou o secretário. ''O fundo é privado e tem seu regulamento definido pela CVM'', indicou. Wedekin disse que a intenção é oferecer estas opções para o Plano de Safra 2004/05.
O secretário citou os fundos imobiliários como exemplo de mecanismos que já operam no mercado e canalizam recursos para um determinado setor. Wedekin disse que ainda não há idéia de quanto estes mecanismos poderiam representar na captação de recursos para financiar o agronegócio. A letra de comércio agrícola seria trabalhada no exterior e lastreada em produtos, explicou. ''Estamos detalhando os aspectos econômicos, financeiros e jurídicos.''
Couro - As exportações brasileiras de couro cresceram 10% em 2003, para US$ 1,062 bilhão, segundo levantamento feito pela Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSul), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em volume físico, os embarques subiram 9%.
Para o mercado italiano, o principal comprador, o volume negociado caiu 8% e a receita, 2% (para US$ 312 milhões). Mesmo assim, a Itália recebeu 40% dos couros exportados pelas indústrias brasileiras. As compras da China e de Hong Kong somadas representaram 32% do total. Para a China, o volume embarcado cresceu 41%. Um destino que cresceu muito foi o Canadá, com 144% em faturamento e 143% no volume físico. O país compra principalmente couros para vestuário, informou a AICSul.
As exportações de couros wet blue encerraram 2003 com aumento de 6% em volume e queda de 1% no faturamento em dólares (para US$ 390 milhões). As vendas externas de couros acabados tiveram aumento de 48% em termos físicos e de 29% em dólares.

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