A arrecadação fazendária na região de Londrina está sendo sustentada por três segmentos: agronegócio, construção civil e educação (escolas e universidades particulares). Nos primeiros cinco meses do ano a soma de impostos e tributos rendeu R$ 1.279.705.270 nos 63 municípios da região. Em termos nominais, o valor é 1,99% maior do que o arrecadado no mesmo período do ano passado, mas considerando a variação real o montante é 3,40% menor. Na 9 Região Fiscal (Paraná e Santa Catarina) a arrecadação caiu 7%, enquanto no Brasil, o índice foi de -5%. Londrina tem a segunda maior arrecadação do Estado - respondendo por 10% do bolo estadual - e perde apenas para Curitiba.
''Na região a crise tem se mostrado menos intensa, uma vez que os números são melhores do que os da 9 Região e do Brasil. Isso se deve à diversidade da economia'', explica Sérgio Gomes Nunes, delegado da Receita Federal em Londrina. De janeiro a maio a arrecadação só foi negativa em fevereiro e março, o que demonstra uma retomada dos números a partir de abril. Aliás, a expectativa da Receita é que o quadro seja revertido no segundo semestre, fechando o ano com saldo positivo. ''Em fevereiro e março muitas empresas fizeram compensação tributária, deixando de arrecadar. São decisões administrativas, mas a crise pode ter forçado (a compensação)'', explica.
Este tipo de procedimento pode ser adotado, principalmente, por exportadores, que acumulam créditos devido a descontos do IPI, Pis e Cofins. Nos primeiros cinco meses deste ano - além do agronegócio, construção civil e educação - a arrecadação cresceu nos seguintes segmentos: administração pública (47%), serviços financeiros (31%), seguros (21%), fabricação de produtos de metal exceto de máquinas e equipamentos (12,78%) e armazenagem de atividades auxiliares de transporte (12,56%). No mesmo período houve recuo entre os setores de telecomunicações, fabricação de produtos químicos, transporte terrestre e fabricação de máquinas e aparelhos e materiais elétricos.
O comércio varejista, considerado um segmento forte na região, registrou queda de 3% nos tributos recolhidos. A isenção do IPI para alguns produtos - do setor automobilístico, da construção civil e de eletrodomésticos - não chegou a afetar o recolhimento de IPI na região. No caso deste imposto, a redução ocorreu nos setores de bebidas e a produção industrial. No entanto, de forma geral, as desonerações do IPI não atingiram as atividades da região. Entre todos os impostos e tributos, a contribuição previdenciária responde por 40% do total da região. O montante, aliás, é crescente o que, na avaliação da Receita, reflete uma estabilidade ou um leve crescimento na geração de empregos na região.
Em seguida, a Cofins é um dos impostos de maior peso tributário que, no mês passado, cresceu 4% a arrecadação. Já a CSLL apresentou crescimento real de 32,63% nos primeiros cinco meses do ano. Este tributo representa a apuração após o lucro e reflete diretamente a rentabilidade positiva das empresas. Outro fator que mostra o desempenho da economia regional foi o aumento da arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte que, no período, cresceu 101% se comparado com os mesmos meses de 2008. O recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Física cresceu 17%, enquanto o o da Pessoa Jurídica caiu 2%.

mockup