Kraw PenasTecnologiaMoser apresenta equipamento extrusor de milho que transforma o grão em salgadinhos SnacksAs oportunidades de agronegócios são uma das atrações da Feira do Empreendedor que começou ontem em Curitiba e termina no domingo. Com investimentos de R$ 30 mil a R$ 200 mil, o empreendedor pode montar seu próprio negócio de transformação de produtos primários.
Estão sendo oferecidos cursos e orientação técnica para filetagem de peixe, ervas medicinais, embutidos de suínos e defumados, cultivo de flores, frutas e hortaliças e derivados de leite.
Para o consultor de agronegócios do Sebrae, Delcides Moser, o Paraná tem um potencial enorme nessa área mas é pouco explorado. O produtor paranaense está muito envolvido com a produção de soja, trigo e milho e não despertou para as outras possibilidades que estão a sua volta como a transformação daquilo que produz, salientou.
Nichos Para o consultor, ‘‘está na hora de o produtor sair de sua propriedade e enxergar os nichos de mercado que estão prontos para ser explorados’’. Moser citou como exemplo o potencial existente na área de processamento de frutas, de transformação de cereais em salgadinhos ‘‘snacks’’ e de conservas.
Apostando no potencial do Estado, o Sebrae vai mapear as oportunidades de agronegócios em todas as regiões. Serão levantadas informações sobre os tipos de produtos que chegam de outras regiões e o motivo de não serem produzidos aqui e como se comporta a demanda. O resultado desse trabalho será apresentado em vários ‘workshops’ regionais para mostrar as oportunidades em cada região.
Para viabilizar essa transformação o Sebrae coloca à disposição do interessado consultores que orientam sobre a definição do plano de negócio, criam um marketing do produto e elaboram o controle de custos, explicou Moser. O consultor acredita que chegou a vez do pequeno empreendedor, incluindo nessa categoria o pequeno produtor, que segundo ele, deve sair do amadorismo e partir para produzir com qualidade, com visão de Mercosul para ter sucesso. Estruturas competitivas Moser justificou que as pequenas estruturas serão tão competitivas quando as grandes empresas que estão se instalando no país porque são mais ágeis, mas adverte que deverá ficar no mercado o empreendedor persistente.
Para o consultor a justificativa da crise não deve frustrar as iniciativas que se abrem no ramo de agronegócios. ‘‘Mesmo porque toda crise é sinônimo de oportunidades, onde uns perdem e outros ganham’’, acrescentou. A tendência, segundo Moser, é a modernização e aqueles que não acompanharem essas transformações ficarão para trás. Ele recomendou que o pequeno produtor participe mais de seminários, eventos, estude mais o mercado. ‘‘Daqui para frente quem tem a informação tem o poder de definir seu próprio negócio’’, concluiu.

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