Brasília- As exportações e o superávit da balança comercial do agronegócio devem repetir, em 2004, o resultado deste ano, informou ontem o chefe do departamento de comércio exterior da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antonio Donizeti Beraldo. Em 2003, as exportações do agronegócio devem fechar em US$ 29,5 bilhões, o que representará um crescimento de 20% se comparado aos US$ 24,8 bilhões das vendas externas em 2002. A estimativa do presidente da CNA, Antonio Ernesto de Salvo, é de que as importações do setor em 2003 fiquem estacionadas no mesmo nível do ano passado, ou seja, em cerca de US$ 4,5 bilhões.
Esses números, afirmou Salvo, mostram que o agricultor está produzindo mais e melhor, sem depender de insumos importados, o que trará um impacto direto no superávit comercial do setor. Para 2003, a expectativa é de haver um superávit de US$ 25 bilhões, contra US$ 20,3 bilhões em 2002. Para o complexo soja, a estimativa é de exportações de US$ 8,1 bilhões contra US$ 6,3 bilhões em 2002. No total, considerando exportações e mercado interno, o faturamento do complexo soja deve somar em 2003 R$ 30,7 bilhões ante R$ 22,2 bilhões em 2002.
Em 2004, o aumento das exportações do complexo soja deve reduzir o impacto negativo da imposição, por parte da Rússia, de cotas para importação de carnes. A iniciativa privada, lembrou Beraldo, estima exportações do complexo soja de US$ 10,8 bilhões em 2004. Ele comemorou as exportações de algodão, previstas em 420 mil toneladas em pluma na safra 2003/04. Na safra 2002/03, as exportações somaram 180 mil toneladas. ''De um dos maiores importadores mundiais, o Brasil passará a importante exportador de algodão'', informou.

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