Podem chegar a R$ 3 bilhões os prejuízos provocados pelas geadas no Estado, se forem computadas as perdas geradas pelo agronegócio. O cálculo é da Ocepar, que pede rapidez na liberação de recursos. João Paulo Koslovski, presidente da entidade, disse que as perdas diretas na agricultura somam R$ 1 bilhão, mas as indiretas superam em três vezes o prejuízo.
Koslovski afirma que o Paraná perde mais de 10% do seu PIB agrícola anual em função de fatores climáticos adversos, como estiagem e geadas. Este ano elas deixaram sem renda milhares de agricultores – a maioria pequenos. A estimativa da entidade é que 197 mil trabalhadores rurais no Estado fiquem desempregados. ‘‘Daí a urgência do Governo em amenizar essa situação’’, frisa.
Além dos prejuízos, Koslovski lembra o desembolso que as agroindústrias do setor da avicultura e suinocultura paranaenses terão com o aumento das importações de alimentos. A previsão é que sejam gastos em torno de US$ 400 milhões só com as importações de milho e trigo. Koslovski lembra que as importações são necessárias para compensar a falta de matéria-prima, que pode paralisar a agroindústria regional, levando o comércio e serviços nas regiões atingidas.
‘‘É neste momento difícil que a agricultura do Paraná precisa do apoio das autoridades para sobreviver e recuperar sua capacidade produtiva’’, insiste. Koslovski justifica que o agronegócio paranaense gera um PIB anual de R$ 24 bilhões e emprega 1,3 milhão de pessoas, sendo base de sustentação da economia na maioria dos municípios paranaenses.

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