Brasília - A balança comercial do agronegócio apresentou um superávit de US$ 2,09 bilhões em julho deste ano, informou ontem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No mês passado, o País exportou US$ 2,53 bilhões e importou US$ 444 milhões. A participação dos produtos do agronegócio representou 40,8% do total arrecadado com as exportações brasileiras no mês, de US$ 6,22 bilhões.
As venda externas apresentaram aumento de 44% em relação ao mês anterior e de 15,9% em comparação com julho de 2001. Esse crescimento indica a retomada do ritmo dos embarques previstos para esta época do ano. Isso deve compensar, em parte, as defasagens registradas nos dois meses anteriores.
Nos últimos 12 meses, o valor total das exportações do agronegócio atinge US$ 22,7 bilhões, com superávit de US$ 18,2 bilhões. Isso representa um acréscimo de 7,4% em relação ao resultado contabilizado nos 12 meses anteriores.
Foram registradas vendas externas do complexo soja num total de US$ 802,2 milhões em julho, contra os US$ 391 milhões em junho (+105%) e US$ 528,5 milhões (+51,8%) de julho do ano anterior. O desempenho decorre principalmente pelo aumento dos volumes embarcados, embora o setor esteja também se beneficiando das melhores cotações para o grão e para o óleo.
Foram ainda destaques no mês os resultados obtidos com as vendas externas de sucos, de café, do complexo madeira/celulose/papel e, em menor escala, de carnes. No caso do suco de laranja as exportações alcançaram US$ 81,3 milhões, superando em 32,2% o faturamento obtido em julho/2001, por conta da recuperação dos níveis de preços (+22,2%) e de 8,2% a mais no volume embarcado.
No café em grãos, os ganhos ficaram exclusivamente por conta do aumento nos registros de volume embarcado (+61,9%), já que os preços continuam em patamares inferiores (-23,4%) aos praticados no ano anterior. Cotações em alta auxiliaram no aumento das vendas externas de celulose (+38%), o mesmo não acontecendo nas áreas de papel e madeiras, que contaram com a ampliação dos volumes embarcados para obter melhores resultados no faturamento (+8,3% e +32,6%, respectivamente).
No que se refere às carnes os registros de volume embarcado totalizaram 45,8% a mais sobre o contabilizado em julho/2001 e de 10,7% em termos de valor. Novamente o destaque ficou com as carnes de suíno ''in natura'', com crescimento de 98% em volume sobre o mesmo mês de 2001 e de 37,8% em valor.
Os embarques de açúcar continuaram em bom ritmo, superando a marca de 1,5 milhão de toneladas, 36,9% acima de julho/2001. A receita, contudo, caiu 4,1% devido às baixas cotações internacionais do produto.

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