Para o consultor Vamberto Santana, a forte influência da agricultura na região de Londrina ajuda na sustentação da saúde financeira do comércio local. Mesmo tendo apresentado retração maior do que Curitiba, onde o volume de vendas sofreu queda de 1% em agosto com relação a julho, Santana acredita que o varejo em Londrina mantém-se melhor do que na Região Metropolitana da capital. ''A queda no varejo em Londrina foi atípica considerando-se os resultados dos meses anteriores. Já em Curitiba, a retração é sistemática'', explica o consultor.
O número de consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) em Londrina corrobora a teoria de Santana. Segundo Marcelo Cassa, as consultas feitas pelo comércio londrinense ao serviço aumentaram 5,76% em agosto com relação a julho, o que pode servir de indicativo de situação no mínimo, estável.
Como no restante do País, a forte redução do poder de compra do trabalhador tem emperrado a recuperação da economia. Além da queda em cerca de 10% das médias de salário no Brasil, a inflação também colaborou para essa conjuntura. ''Somando-se esses dois fatores, estimo que o poder de compra do brasileiro tenha se reduzido em até 20% desde o início de 2002'', diz Santana.
A criação de financiamentos para a compra de eletrodomésticos e de linhas de crédito com desconto direto na folha de pagamento são alguns dos fatores que devem ajudar o comércio a se recuperar até o final do ano. ''Londrina deve fechar 2003 com saldo positivo'', espera Santana.

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