O bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro tem incentivado novos investimentos no campo e também na agroindústria. De acordo com dados do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), somente os financiamentos para a agricultura empresarial somaram R$ 84,9 bilhões entre os meses de julho de 2012 e março de 2013, 25,1% a mais se comparado ao mesmo período do ciclo anterior.
Conforme dados fornecidos pelo governo federal, o total de contratos no Plano Agrícola e Pecuário 2012/13 chega a representar 73,7% da verba disponível para o atual ciclo. O somatório de recursos obtidos por meio de financiamentos foi de R$ 63 milhões, utilizados exclusivamente para custeio e comercialização. Para investimentos, foram liberados para o atual período em torno de 21,8 bilhões em créditos.
Tânia Moreira, assessora técnica da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), explica que o aumento foi motivado pelas melhoria nas condições de acesso a esses recursos e também da redução das taxas de juros em muitos programas de fomento ao agronegócio. A especialista acrescenta que as financeiras também ajudaram no aumento do crédito ao produtor, disponibilizando mais recursos. "O setor está vivendo um bom momento", completa Tânia.
O relatório enviado pelo Mapa apontou que só o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) liberou R$ 8,05 bilhões. Em segundo lugar ficou o Programa de Sustentação de Investimento (PSI-BK), que somou R$ 7,9 bilhões nos últimos nove meses. Tânia explica que a taxa de juros fixada em 2,5% ajudou no aumento pela procura do plano.
O Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), segundo o relatório do Mapa, apresentou o maior aumento percentual de empréstimos sobre a safra anterior, registrando um crescimento de 276,5% no período. Os financiamentos para a produção realizada de forma sustentável somaram cerca de R$ 2,3 bilhões.
Em nota divulgada para a imprensa, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, observou que a desburocratização para aquisição de financiamentos e a maior participação do setor na discussão dos planos de governo estão entre os principais fatores para a elevação das contratações de empréstimos.

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