A agroindústria brasileira cresceu 2,5% em 2001, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa é superior à registrada pelo total da indústria, de 1,5%. Em 2000, a atividade agroindustrial havia apresentado retração de 3,6%.
No ano passado, tanto a pecuária quanto a lavoura tiveram crescimento de produção, com 6,5% e 1,8%, respectivamente.
O desempenho positivo da atividade deveu-se à safra recorde de 98,55 milhões de toneladas, aos ganhos de produtividade por meio da modernização nas fábricas e nas técnicas utilizadas no campo.
A desvalorização do real também ajudou o setor, impulsionado as exportações agrícolas. Com a desvalorização, os preços dos produtos brasileiros ficaram mais atrativos para o comprador externo.
Entre os produtos que mais aumentaram suas vendas externas em 2001 em relação ao ano anterior, destacam-se farelo de soja (20,4%), grãos de soja triturados (36,1%), óleo de soja em bruto (52,8%), derivados lácteos, açúcar (71,8%), café solúvel (21,9%), carne bovina congelada (102,5%), carne de frango congelada (23,8%) e carne suína congelada (46,8%).
Dentre os vinte setores pesquisados, dez registraram crescimento de produção. Os setores de material elétrico e de comunicações e mecânico foram os principais responsáveis pelo desempenho positivo da indústria paulista, com expansões de 15,9% e 4,8%, respectivamente. No caso de material elétrico e de comunicações, os efeitos do racionamento de energia explicam a alta. Em dezembro, a indústria de São Paulo voltou a apresentar queda após registrar crescimento de 1,1% em novembro. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a indústria paulista caiu 6%.
No mês,13 dos 20 setores pesquisados registraram retração no Estado. As principais quedas ocorreram nas indústrias de material de transporte (-18%), química (-6,9%), de produtos alimentares (-16,5%) e mecânica (-10,7%).

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