Agroindústrias querem financiamento do BNDES
Agroindústrias querem
financiamento do BNDES
Vânia Casado
ArquivoSó os projetos das
cooperativas na
agroindústria somam
R$ 720 milhõesAs cooperativas e grupos agroindustriais do Paraná estão com projetos de modernização engavetados por falta de recursos que somam R$ 1 bilhão. Para conseguir financiamento para esses projetos, os secretários da Fazenda, Giovani Gionédis; da Agricultura, Antônio Poloni; da Indústria e do Comércio, Eduardo Sciarra, além de empresários do agronegócios estiveram na semana passada no Rio de Janeiro, numa missão de aproximação do Estado do Paraná com principal banco de fomento, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Hoje, o próprio governador Jaime Lerner inicia contatos com o BNDEs, para defender pessoalmente a criação de financiamentos para as agroindústrias. O presidente do BNDES, André Lara Resende, tem-se mostrado receptivo à reivindicação.
Segundo a Ocepar, só as cooperativas têm projetos de curto prazo, que somam R$ 318 milhões, e de médio e longo prazo, que somam outros R$ 530 milhões. Os grupos agroindustriais têm projetos que somam R$ 190 milhões, entre investimentos de médio e longo prazo. O BNDES financia projetos com juros de 5,5% ao ano, com prazos de carência conforme a atividade.
A preocupação dos empresários é que está ocorrendo um movimento de venda das agroindústrias estabelecidas no Estado, e as empresas que resistem estão perdendo competitividade para as multinacionais que estão se instalando aqui, com vantagens de captar recursos a juros baratos e prazos longos. Para o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, que fez parte da comitiva, a única alternativa de sobrevivência do setor agrícola diante dessa concorrência é partir para a modernização e processar os alimentos para elevar o valor agregado dos produtos.
Koslovski salientou que o Paraná já é um grande produtor de grãos. Entretanto, só isso não basta. Os grupos agroindustriais do Estado precisam se modernizar para industrializar os alimentos aqui. Ou, então, morreremos de fome, argumentou. Segundo o presidente da Ocepar, os empresários estão conscientes que precisam produzir com qualidade e competitividade. Mas sem respaldo financeiro, fica difícil, comentou.





