Agroindústrias do Paraná agregam valor à produção local
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Redação FolhaWeb 
É cada vez mais comum encontrar produtos de cooperativas nas gôndolas dos mercados. E a variedade aumenta no mesmo ritmo: carnes, margarina, óleo de cozinha, sucos, iogurtes, leite, entre outros. Assim, além de promover desenvolvimento econômico e social, o sistema de cooperativismo se consolida como fornecedor de produtos industrializados para o varejo.
As cooperativas viram neste segmento uma forma de transpor as barreiras que a limitação geográfica impõe para a atividade. Outra vantagem foi agregar valor aos produtos repassados pelos cooperados. ''Quando se industrializa, você fica menos exposto a problemas climáticos que a agricultura vive. Você consegue investir em outras linhas e não derruba seu volume de negócios. O mercado tem uma constância de vendas, que dá estabilidade de faturamento'', garantiu o superintendente de Negócios da Cooperativa de Cafeicultores de Maringá (Cocamar), José Cícero Aberaldo.
A Cooperativa Agroindustrial Coamo tem 60 produtos alimentícios no varejo que, juntos, representaram R$ 600 milhões em faturamento no ano passado. Os óleos refinados da marca são os mais comercializados no Sul.
E o segmento tem garantido até prêmios à cooperativa. Só neste ano foram três da Associação Brasileira de Supermercados. ''É a prova que nossos alimentos têm boa aceitação no mercado'', valorizou o presidente José Aroldo Galassini. Ele afirma que tudo o que é produzido é comercializado. ''Às vezes temos dificuldade de atendimento, os pedidos superam a nossa produção. (O varejo) não tem limite'', completou entusiasmado.
''Hoje, um saco de soja vale R$ 60, o de milho R$ 24, somados dão R$ 84. Agregar valor significa colocar esses produtos em granjas, por exemplo, como forma de ração de frango. Esses 120 quilos de grãos se transformam em R$ 420. Agregamos quase cinco vezes o valor dos produtos operacionalizando toda a cadeia produtiva'', exemplificou o presidente da Coopavel Cooperativa Agroindustrial, Dilvo Grolli.
Leia mais na reportagem de Danilo Marconi exclusiva para assinantes da FOLHA
Leia também:
Ocepar prevê expansão ainda maior


