Agroindústria vai gerar 58 mil empregos
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terça-feira, 09 de junho de 1998
Da Redação 
Joel RochaOcupaçãoA transformação de matéria-prima gera até oito empregos indiretos para cada ocupação direta Nos próximos três anos, a agroindústria do Paraná vai gerar mais 58.684 empregos diretos e indiretos a partir da implantação de 59 novos projetos, num investimento total de R$ 800 milhões. Vai ser uma nova revolução no setor agropecuário do Estado. Segundo Nelson Costa, gerente do Departamento Técnico da Ocepar, com a viabilização dos projetos, será o maior investimento no campo já feito no Paraná nos últimos 15 anos.
A maioria dos projetos é de cooperativas do Estado. Há também investimentos de empresas. Eles estão sendo coordenados pela Ocepar, em parceria com as secretarias de Indústria e Comércio e da Agricultura.
Além dos 58.684 novos empregos, os investimentos vão garantir um incremento de R$ 640 milhões por ano do PIB, que é toda riqueza gerada pelo Estado.
No início de julho, a Ocepar e as secretarias da Agricultura e de Indústria e Comércio promovem em Curitiba um encontro de cooperados e empresários agrícolas com técnicos do BNDES.
Será mais uma etapa no trabalho de convencimento do banco. Governo do Estado e cooperativas querem que o BNDES seja o financiador dos projetos. Há 20 dias, o governador Jaime Lerner esteve pessoalmente no Rio de Janeiro com o economista André Lara Resende, presidente do banco. Foi levar o apoio do governo à reivindicação do setor agrícola do Paraná.
A receptividade foi muito boa. O banco já se comprometeu a analisar caso a caso os projetos, relata um técnico que acompanhou o governador na visita. Governo e Ocepar, no entanto, querem mais. O encontro no mês que vem quer tirar do BNDES um apoio mais efetivo aos projetos. O interesse pelas linhas de financiamento do banco se justifica pelas taxas de juros, sempre mais baixas do que as praticadas pelo mercado.
Infra-estrutura - Um dos argumentos usados para convencer o BNDES a ser o agente financiador dos projetos foi o investimento em infra-estrutura já feito pelo governo do Paraná. Já são R$ 11 bilhões, o que dá condições de abrigar negócios em qualquer região do Estado.
Outro aspecto importante no convencimento do banco é o papel estratégico não só da agropecuária do Paraná, mas do próprio cooperativismo. Segundo dados da Ocepar, os cooperados respondem por 72% da produção estadual de soja e 36% de todo o milho colhido no Estado. Também são responsáveis por 90% da produção de leite. Dos 59 projetos, 47 são de cooperativas e os outros 12 de empresas privadas.
Para Nelson Costa, com a garantia do financiamento, em três anos todos os projetos se viabilizam.


