Agroindústria poderá beneficiar 90 mil litros de leite
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sábado, 02 de fevereiro de 2013
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
O assentamento do Movimento dos Sem Terra (MST) Dorcelina Folador, em Arapongas, foi o local escolhido para alocar a segunda agroindústria de leite da organização no Paraná, que será inaugurada na próxima segunda-feira. O lançamento contará a com presença da presidente Dilma Rousseff, que fará o lançamento oficial do Programa Nacional de Agroindústria na Reforma Agrária.
A nova agroindústria pertence à Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran) e fará a pasteurização do leite e produzirá diversos derivados do alimento. O objetivo é que por volta de quatro mil famílias assentadas sejam beneficiadas, enviando sua produção do laticínio até Arapongas. A expectativa é que sejam beneficiados diariamente por volta de 90 mil litros de leite e produzidos itens como queijo, ricota, iogurte, manteiga e doce de leite.
De acordo com um dos coordenadores do MST nacional, Diego Moreira, o desenvolvimento de agroindústrias nos assentamentos é importante porque acaba agregando valor à produção e gerando renda aos assentados. "Nossa expectativa é que após a inauguração na segunda-feira, a produção já comece, primeiramente com a pasteurização do leite", relata Moreira.
Na agroindústria devem trabalhar pelo menos 30 assentados, além de pessoas especializadas que serão contratadas para atuar no setor administrativo do negócio. Além do trabalho realizado em Arapongas, o MST já possui outra agroindústria de leite na cidade de Querência do Norte, e uma de café, que deve ser inaugurada ainda este ano em São Jerônimo da Serra. "O nosso intuito é que os produtos sejam vendidos tanto no mercado institucional, como escolas por exemplo, quanto no mercado convencional", projeta o coordenador da organização.
Os produtos serão comercializados com a marca Campo Vivo, pela rede de comercialização das cooperativas da Reforma Agrária, que conta atualmente com 18 unidades no Paraná.


