Rio de Janeiro A agroindústria perdeu participação na riqueza gerada e no contingente ocupado na indústria brasileira. A conclusão, divulgada ontem, é da Pesquisa Industrial Anual (PIA) - Empresa, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas a produção de álcool encolheu 0,8 ponto porcentual no total. Assim, a agroindústria recuou de 14,9% em 1998 para 13,9% dos R$ 290,4 bilhões de valor adicionado da indústria. Cada ponto equivale a quase R$ 3 bilhões.
O IBGE considera na agroindústria do País todas as operações necessárias para transformar os produtos agropecuários, além de insumos desta indústria e máquinas para a agropecuária. Isoladamente, o álcool foi o produto que mais reduziu seu peso na produção brasileira.
O recuo do setor alcooleiro reduziu em 66 mil os postos de trabalho, que encolheram de 105 mil para 44 mil nos cinco anos estudados pelo instituto. O fato de ter a produção ligada ao açúcar, os produtores alternam seu produto de venda, conforme a atratividade do mercado.
O chefe do Departamento de Indústria, Silvio Sales, informa que o Nordeste perdeu espaço para São Paulo, mais mecanizado na produção de álcool. Fumo, alimentos, máquinas e fibras têxteis completaram a redução de presença relativa na agroindústria. Ainda assim, a média da agroindústria foi de R$ 3,1 milhões por unidade fabril, 55% superior à média por indústria geral. Já a remuneração do trabalhador é 20% inferior à média da indústria, de 5,2 salários-mínimos mensais.

mockup