As agroindústrias apresentaram um crescimento menor do que todo o setor industrial. No ano passado, as primeiras cresceram 0,3%, enquanto o crescimento de todas as indústrias foi de 5%. ''Isso se deve, em parte, ao baixo desempenho dos grãos'', explicou o professor Carlos José Caetano Bacha, da Esalq/USP. Em 2004, o agronegócio contribuiu com 30,07% no PIB.
Na sua avaliação, investimentos em processamentos de produtos garantem maior valor agregado, mas há o risco de não conseguir atingir o mercado consumidor. ''Não há uma regra, oferecer produtos in natura ou processados só depende do mercado que se quer atingir'', observou Bacha.
Segundo ele, investir no cultivo de produtos transgênicos não significa, necessariamente, perda de mercado mas um nicho. ''Para o Paraná, o mercado é a Europa. Já os produtores gaúchos vão exportar para a Ásia e os Estados Unidos, onde os transgênicos são aceitos'', comentou.
Bacha acrescentou que, em geral, os produtos brasileiros são aceitos no mercado internacional. No entanto, na sua avaliação, o controle fitossanitário brasileiro não é feito corretamente. ''Se tivermos um surto de aftosa ou de vaca louca certamente iremos perder mercado, que foi conquistado porque outros países passaram por essa crise'', observou. (F.M.)

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