Agroceres Pic vai fornecer matrizes para a Perdigão
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terça-feira, 13 de janeiro de 1998
Da Redação 
DivulgaçãoParceriaNovita, diretor da Agroceres, e Carlos Alberto e Fernando Pereira, da Perdigão: matrizes híbridasA Agroceres Pic vai fornecer matrizes híbridas de suínos para o complexo agroindustrial que a Perdigão está implantando em nível nacional no Estado de Goiás. Contrato neste sentido foi assinado recentemente. O projeto da Perdigão - Projeto Buriti - é um dos maiores do Brasil em abate e industrialização de suínos e aves, com investimentos de R$ 300 milhões. Localiza-se em Rio Verde e deve entrar em operação no final de 99. O projeto atingirá sua capacidade plena em 2003, abatendo e processando 3.500 suínos e 280 mil aves/dia.
Pelo contrato, válido por 10 anos, a Agroceres fará o povoamento e reposição de 75% das matrizes suínas do complexo agroindustrial, cujo alojamento total será de 33.300 fêmeas. Serão, portanto, cerca de 25 mil matrizes híbridas Agroceres PIC povoando o novo projeto da Perdigão.
Esses animais serão alojados em granjas cujo plantel mínimo será de 520 matrizes. E a elas estarão ligados outros 336 módulos, destinados à recria e terminação de leitões. Integrando este sistema produtivo também haverá uma Unidade de Inseminação Artificial com capacidade para alojar 200 reprodutores.
Além do fornecimento de matrizes e reprodutores, a Agroceres também estará dando integral suporte técnico ao manejo dos animais (da granja até o abate), inclusive com o uso de moderno e exclusive soft para gestão zootécnica e financeira de granjas.
De acordo com Fernando Pereira, diretor da Linha Suínos da Agroceres PIC, no Projeto Buriti serão adotadas técnicas atualizadas de produção, também um estrito conceito de biosseguridade, e os índices de desempenho zootécnico planejados para o projeto são competitivos com os melhores padrões internacionais.
Segundo explica, outra prioridade da Perdigão é a qualidade de carcaça e para isso o plantel será formado por suínos tipo carne, inclusive os chamados Suínos Ultralight, que têm mínima camada de toucinho e maior rendimento de pernil e lombo. Com isso se obtém melhor rendimento industrial dos animais com produção de carne e derivados altamente saudáveis para o consumidor.
Carlos Novita, diretor comercial da Agroceres, informa que hoje a Agroceres PIC responde por mais de 35% da carne suína produzida no Brasil, sob inspeção federal. E destaca que a escolha da genética Agroceres PIC, como majoritária no Projeto, é um reconhecimento da excelência de seus animais e serviços técnicos de apoio a clientes, por parte da agroindústria que é uma das mais importantes no País.


