Agrishow começa em clima de tensão
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segunda-feira, 28 de abril de 2014
Ricardo Maia<br>Reportagem Local 
Ribeirão Preto - A política econômica voltada para o agronegócio brasileiro foi o tema mais debatido no primeiro dia da 21ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), que começou ontem, em Ribeirão Preto (SP), e vai até o dia 2 de abril. A crise vivida pelo setor sucroenergético e a reivindicação do setor de máquinas e equipamentos por mais incentivos do governo à indústria brasileira foram dois pontos que ganharam destaque durante a abertura da feira. Para esta edição é esperada uma movimentação de R$ 2,6 bilhões.
O presidente da Associação das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, afirmou que as indústrias do setor no Brasil "estão acabando". "Temos dificuldade para competir com o mercado externo", frisa ele, citando o caso da China que começou a comercializar equipamentos para a Argentina, mercado que antes era cliente do Brasil.
Segundo o dirigente da Abimaq, o governo brasileiro precisa reduzir os tributos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Programa de Integração Social e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins). "É preciso aumentar a desoneração dos investimentos para ampliar a competitividade brasileira", disse Aubert Neto, referindo-se à questão das indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas.
Para o presidente da Agrishow, Maurílio Biagi, todo o setor precisa de planejamento para crescer. "Precisamos saber aonde o Brasil quer chegar com a atual política de governo", completou. A presidente Dilma Rousseff, representada pelo ministro da Agricultura, Neri Geller, foi criticada por sua ausência na cerimônia de abertura da feira. "Estamos discutindo aqui o setor que mais movimenta a economia brasileira: o agronegócio", protestou.
Biagi questionou ainda a política energética brasileira que, segundo ele, é equivocada. O presidente da Feira se refere aos subsídios direcionados à produção de combustível fóssil, como a gasolina, fazendo com que o etanol seja menos competitivo em relação aos preços nos postos de combustíveis. "Queremos que algo novo aconteça para resolvermos isso", desabafou.
Outro lado
Durante a cerimônia de abertura o ministro da Agricultura, Neri Geller, afirmou que o governo federal tem cumprido o seu papel de fomento ao setor por meio dos programas de incentivo ao agronegócio brasileiro. "Conseguimos, por exemplo, ampliar os recursos disponíveis no último Plano Safra para R$ 136 bilhões", comemorou.
O ministro destacou ainda que a presidente Dilma Rousseff está comprometida com o agronegócio brasileiro. "Dentro da logística, por exemplo, temos a questão do escoamento da produção pelo eixo norte do País, que irá beneficiar vários estados, entre eles São Paulo, Mato Grosso e Paraná", destacou Geller.
Em relação à política sucroenergética brasileira, o ministro da Agricultura salientou que o setor está sendo atendido pelo Programa Pró Renova, que visa renovar os canaviais de todo o País, com o objetivo de tornar a atividade mais competitiva. Além disso, acrescentou ele, outras iniciativas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), também têm ajudado a enriquecer o agronegócio.
O repórter viajou a Ribeirão Preto a convite de um pool de empresas

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