Agricutura pode receber R$ 1 bilhão dos bancos
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - A cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) deverá injetar recursos da ordem de R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão na agricultura com as exigibilidades bancárias, percentual de 25% dos depósitos à vista que tem de ser aplicado no crédito rural. O assessor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Viam, disse ontem que a média dos depósitos à vista aumentou significativamente em fevereiro, mas deverá ocorrer estabilização, e até decréscimo, a partir de março e abril. Segundo ele, os bancos estão trabalhando hoje com duas exigibilidades: a tradicional e a que está sendo aplicada com os recursos adicionais da CPMF, sem limites para os financiamentos no crédito rural. Como o governo sabe que a CPMF tem prazo para acabar, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu liberar os bancos para aplicarem os recursos como quiserem.
Viam disse que o dinheiro deve ser dirigido principalmente à comercialização da safra, informando que, só em janeiro, os 29 bancos que compõem a comissão de crédito rural da Febraban emprestaram R$ 92 milhões das exigibilidades. Nesta lista não está incluído o Banco do Brasil (BB), principal agente do crédito rural no País.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá aprovar, em sua reunião de hoje, um voto prorrogando para 30 de novembro o prazo de vencimento das operações de crédito rural feitas com os recursos adicionais das exigibilidades provenientes da cobrança da CPMF. A Febraban pediu uma alteração na decisão anterior do CMN que liberou os bancos dos limites para empréstimos no crédito rural e estabeleceu o dia 30 de junho como prazo final das operações rurais. Segundo o assessor Ademiro Viam, ficou difícil para os bancos fazerem as operações com vencimento em prazo tão curto.


