Agricultura pede ajuste na negociação da dívida
Mariângela Heredia
Agência Estado
Depois de intensas negociações entre a bancada ruralista e o governo para um acordo sobre a quitação das dívidas superiores a R$ 200 mil, produtores rurais de todo o País, reunidos ontem na Confederação Nacional de Agricultura, em Brasília para avaliar a proposta, decidiram que ainda defenderão alguns ajustes no programa. As principais mudanças definidas na reunião são a substituição do Indice Geral de Preços (que deverá corrigir as parcelas) pela equivalência-produto e a possibilidade de o produtor optar ou não pela inclusão do diferencial referente ao Plano Collor (como foi na securitização até R$ 200 mil). Além disso, querem que os débitos junto aos Fundos Constitucionais sejam abrangidos pela proposta.
Temos a intenção de dialogar com o governo para que este seja o último momento em que se discute o endividamento da agricultura, afirmou o presidente da Comissão de Crédito Rural da CNA, Carlos Sperotto. Ele explicou que foi a pedido da CNA que o governo retirou da pauta de ontem do CMN o voto com o acordo para a renegociação das dívidas.
Nós manifestamos ao ministro Arlindo Porto a nossa intenção de contribuir com a proposta, ouvindo os produtores, acrescentou. Para o presidente da CNA, Antônio de Salvo, o próprio fato de o governo ter retirado o voto de pauta pode significar que ainda há espaço para negociação. A proposta final acertada entre o governo e a bancada ruralista foi da venda ao produtor de Títulos Públicos Federais por 10,37% do valor total da dívida. Durante 20 anos, o produtor rural pagará juros de 8% a 10% sobre o débito que, ao final deste prazo, estaria finalmente quitado.





