Agricultura foi o destaque negativo
Brasília - Ao contrário do IBGE, que faz pesquisa por amostragem e pega dados do mercado informal, o Caged mede somente o nível do emprego formal. Mensalmente, todas as empresas do País são obrigadas a encaminhar formulário próprio ao governo, indicando não só a movimentação de pessoal (número de demitidos e admitidos) como ainda o salário inicial dos novos ocupantes dos postos de trabalho.
Pelos dados do Caged de setembro, os setores que mais contrataram mão-de-obra no mês foram a indústria de transformação (mais 101.101), os serviços (58.859) e o comércio (45.181). O destaque negativo do mês ficou para a agricultura que, devido a fatores sazonais, fechou 15.823 postos de trabalho. No acumulado do ano, no entanto, o saldo líquido do emprego na agricultura é positivo em 265.654 novos empregos. Outro destaque para os nove meses de 2004 é a construção civil. Em 2003 o setor fechou o ano com perda de 48.155 postos de trabalho mas conseguiu reverter a situação este ano e já acumula 98.510 vagas.
Pela primeira vez no ano as regiões metropolitanas registraram uma expansão maior do emprego em relação ao conjunto das cidades do interior. Até então, de acordo com os técnicos, a geração de trabalho vinha se dando com maior expressão no interior do País. A área metropolitana de São Paulo registrou a maior variação do emprego com carteira assinada (mais 27.352 postos), sendo acompanhada por Belo Horizonte, com incremento de 10.620 novos empregos formais. O conjunto das nove principais áreas metropolitanas (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre) gerou 71.175 ocupações formais.(V.C./AE)





