Curitiba - O volume de recursos liberado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para custeio e investimento na agricultura familiar de julho a dezembro de 2003 foi maior do que todo o montante liberado no ano agrícola 2002-2003. Segundo o secretário de Agricultura Familiar, Valter Bianchini, embora o ano agrícola (que é medido de julho a junho) ainda esteja na metade, já foram liberados até agora R$ 350 milhões para os pequenos agricultores, contra R$ 300 milhões no ano passado. A meta do MDA é liberar até junho deste ano pelo menos mais R$ 150 milhões.
Os dados fazem parte de um balanço que será divulgado amanhã (terça) pelo MDA, com o total de recursos destinados à agricultura familiar no primeiro ano do governo Lula. Para Bianchini, o ano foi extremamente positivo. ''Já no primeiro ano de governo conseguimos ampliar muito a abrangência do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no País. Assinamos 1,15 milhão de contratos de liberação de recursos, 20% a mais do que a média do Pronaf nos últimos quatro anos. E liberamos R$ 2,1 bilhões para os pequenos agricultores, 70% a mais do que a média histórica do programa'', comemorou Bianchini.
Em 2004, Bianchini espera um aumento no número de pessoas beneficiadas com as verbas do Pronaf, especialmente nas destinadas ao investimento. ''No Paraná, por exemplo, o período de janeiro a junho é mais destinado ao investimento e preparação para o segundo semestre, quando são liberadas as verbas de custeio. Mas o Pronaf também estimula a produção nesse período, porque agora o programa busca atender formas variadas de produção familiar, não apenas a agricultura tradicional'', afirmou.
O secretário destacou que o governo está incentivando a agroindústria familiar. ''São formas de agregar valor ao produto. Assim, em vez de apenas plantar a fruta, o agricultor pode transformá-la em geléia, por exemplo. O Pronaf também libera recursos para essa industrialização familiar'', esclarece.
A constatação de que a maioria dos empregos gerados no primeiro ano do governo Lula foram criados no interior deve colocar ainda mais tinta na caneta de Bianchini. ''O governo percebeu o potencial da agricultura familiar para gerar empregos. Nesse segundo ano, deve ocorrer uma integração maior com outras pastas para possibilitar o desenvolvimento do interior. Deve haver mais investimentos em transportes, especialmente ferrovias, e infraestrutura'', destacou Bianchini.

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