Um dos grandes desafios do Programa Nacional de Biocombustível é a inserção da agricultura familiar no processo de produção de biodiesel. Este foi um dos temas abordados pelo consultor do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), Sérgio Luiz Burtet, durante o 3Seminário de Biodiesel, realizado ontem pela Seab/ Emater
e promovido pelo Governo do Estado do Paraná, na programação da ExpoLondrina/2007.
Sustentado em três pilares - ambiental mercadológico e social - o Programa tem na inserção do produtor familiar um dos seus focos. A porta de entrada deste segmento na cadeia de produção de biodiesel é o cultivo de oleaginosas. Hoje 59% do biocombustível no Brasil são provenientes da soja; 26% da mamona e 15% de outros, como girassol e sebo bovino.
Burtet afirmou que é preciso ampliar o leque de matérias-primas. As alternativas são as culturas de oleaginosas e o incentivo da agricultura familiar na sua produção. O Selo de Combustível Social é a principal política pública do governo federal, com este propósito. O consultor do MDA explicou que o Selo ''amarra as indústrias na compra de matéria-prima da agricultura familiar''. Vinte e uma empresas já possuem o Selo e outras 42 estão em processo de autorização para obtê-lo.
As metas para um futuro próximo, determinadas por lei federal, são: obrigatoriedade da adição de 2% de biodiesel ao diesel, a partir de 2008 criando um mercado de 840 milhões de litros/ano; e obrigatoriedade da adição de 5% de biodiesel ao diesel, a partir de 2013, criando um mercado de 2,4 bilhões de litros/ano.
Alternativas - Uma equipe multidisciplinar do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) está pesquisando a melhor cultura agrícola para extração de óleo e produção de biodiesel no Estado. Durante o seminário foi apresentado que culturas como soja e algodão poderão ser usadas a princípio, pelo fato de já terem a cadeia produtiva definida e estruturada. No entanto, a equipe do Iapar estuda outras opções de cultivos, a longo prazo, que podem se encaixar nos vários sistemas de produção existentes no Paraná. As principais espécies em estudo são: girassol, amendoim, mamona e cárdamo, nabo forrageiro, canola, linho, tungue, pinhão manso e algumas palmáceas.

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