­Pães, bo­la­chas, tor­tas, ge­leias, do­ces, quei­jos e em­bu­ti­dos ca­sei­ros são com­po­nen­tes das tra­di­cio­nais me­sas de ca­fé na zo­na ru­ral que ago­ra pas­sam tam­bém a mar­car pre­sen­ça no lan­che ofe­re­ci­do pe­las es­co­las pú­bli­cas do ­País. ­Além dis­so, hor­ta­li­ças e fru­tas fres­cas – mui­tas ve­zes co­lhi­das no mes­mo dia – tam­bém com­põem e en­ri­que­cem a me­ren­da dos alu­nos. A pre­sen­ça ­maior de pro­du­tos da agri­cul­tu­ra fa­mi­liar nas co­zi­nhas de ór­gãos pú­bli­cos e en­ti­da­des fi­lan­tró­pi­cas é fru­to das ­ações do Pro­gra­ma de Aqui­si­ção de Ali­men­tos (PAA) e do Pro­gra­ma Na­cio­nal de Ali­men­ta­ção Es­co­lar (­Pnae), que fo­men­tam a aqui­si­ção di­re­ta des­ses ali­men­tos.
  Cria­do em 2003, o PAA im­pul­sio­na a pro­du­ção de agri­cul­to­res fa­mi­lia­res, as­sen­ta­dos da re­for­ma agrá­ria, sil­vi­cul­to­res, aqui­cul­to­res, ex­tra­ti­vis­tas, pes­ca­do­res ar­te­sa­nais, co­mu­ni­da­des in­dí­ge­nas, re­ma­nes­cen­tes de qui­lom­bos ru­rais e em­preen­di­men­tos fa­mi­lia­res ru­rais por­ta­do­res de De­cla­ra­ção de Ap­ti­dão ao Pro­naf (DAP) ao fa­ci­li­tar o aces­so às ins­ti­tui­ções pú­bli­cas. Sem a ne­ces­si­da­de de li­ci­ta­ção, as ven­das são fei­tas por ­meio de cha­ma­das pú­bli­cas em que as­so­cia­ções ou coo­pe­ra­ti­vas as­su­mem o com­pro­mis­so con­tra­tual de ofer­tar de­ter­mi­na­dos ali­men­tos a en­ti­da­des se­le­cio­na­das com pre­ço pre­via­men­te es­ta­be­le­ci­do. ­Além de es­co­las, a mo­da­li­da­de tam­bém in­clui pre­sí­dios, res­tau­ran­tes uni­ver­si­tá­rios, hos­pi­tais e quar­téis.
  Os pro­gra­mas de aqui­si­ção da agri­cul­tu­ra fa­mi­liar são di­vi­di­dos em vá­rias mo­da­li­da­des e, em ca­da uma de­las, há um li­mi­te de va­lor que po­de ser ven­di­do por ca­da fa­mí­lia. Os agri­cul­to­res in­te­res­sa­dos de­vem en­trar em con­ta­to com o Ins­ti­tu­to Pa­ra­naen­se de As­sis­tên­cia Téc­ni­ca e Ex­ten­são Ru­ral (Ema­ter) pa­ra ob­ter orien­ta­ções dos pro­ce­di­men­tos a se­rem to­ma­dos pa­ra ade­são às cha­ma­das pú­bli­cas. No ca­so da ali­men­ta­ção es­co­lar, os mu­ni­cí­pios e es­ta­dos de­vem des­ti­nar no mí­ni­mo 30% dos re­cur­sos do Fun­do Na­cio­nal de De­sen­vol­vi­men­to da Edu­ca­ção (­FNDE) pa­ra a com­pra de pro­du­tos da agri­cul­tu­ra fa­mi­liar e do em­preen­de­dor fa­mi­liar ru­ral ou de ­suas or­ga­ni­za­ções.
  Em 2012, o to­tal con­tra­ta­do pa­ra aqui­si­ção dos ali­men­tos da agri­cul­tu­ra fa­mi­liar foi de R$ 23 mi­lhões, o que re­pre­sen­ta um au­men­to de 666% em re­la­ção ao ano pas­sa­do, quan­do fo­ram con­tra­ta­dos ape­nas R$ 3 mi­lhões em pro­du­tos.

● No Paraná, 331 municípios são atendidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar. Com isso, 87% das escolas da rede estadual recebem produtos da agricultura familiar, atingindo cerca de 1 milhão de alunos

● Em franca ampliação, o programa valoriza o trabalho do agricultor, contribui para a justiça social e a melhoria do cardápio oferecido às crianças, inclusive com a utilização de alimentos orgânicos


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

mockup