Agricultura do mundo é atingida
O fim do subsídio agrícola mundial é a solução para enfrentar a falta de alimentos no mundo. Quem defende a tese é o assessor da diretoria da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Carlos Augusto Albuquerque. ''Esta é a posição da Faep'', faz questão de ratificar.
A Faep parte da idéia de que o subsídio prejudica a agricultura no mundo inteiro, favorecendo os agricultores americanos na hora da venda no mercado externo. ''Eles têm preços mais baixos, devido à subvenção. Além disso, sobretaxam (uma espécie de pedágio para entrada de produtos) quando queremos vender nossa produção agrícola na Comunidade Européia ou nos EUA'', explica.
Segundo Augusto, o encontro de Doha, defendeu o livre comércio agrícola, sem protecionismos, subsídios e sobretaxa para produtos negociados entre uma nação e outra. ''Subsídio é um entrave para agricultura mundial'', pontua. Ele explica que há subsídio no Brasil, entretanto, tímido se comparado ao americano. O Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) e o crédito dos bancos brasileiros com juros baixos seriam uma forma acanhada de subsidiar a agricultura.
Mas o representante da Faep lembra que o açúcar brasileiro, por exemplo, está proibido de ser vendido na Comunidade Européia. Augusto calcula que o mercado externo terá que enfrentar preços mais competitivos por parte da agricultura americana. Ele prevê também que haverá um aumento do custo de insumos, veneno agrícola e fertilizantes. ''Para o Brasil e o Paraná esta situação é grave. Para sermos competitivos, precisamos melhorar nossa infra-estrutura e logística'', avalia.
O assessor da Faep, entrentanto, pondera que a oferta de alimento no mundo é bem menor, havendo uma demanda cada vez maior por alimentos. Os estoques de milho e arroz são os mais baixos dos últimos 25 anos. Os estoques de trigo são os mais baixos dos últimos 30 anos, devido três anos consecutivos de seca na Austrália, maior produtora de trigo no mundo. (E.P.F.)





