Melhorar o gerenciamento das propriedades, racionalizar o uso dos recursos e proteger o meio ambiente, com o uso mais preciso de defensivos, são alguns dos benefícos da utilização da agricultura de precisão, que utiliza equipamentos, como sensores eletrônicos para diagnosticar variáveis do solo. O assunto foi debatido ontem na Embrapa, em Londrina. Pesquisadores, representantes de cooperativas e fabricantes de máquinas agrícolas, participaram da reunião sobre o ''Estudo e Implementação da Agricultura de Precisão em Sistemas de Produção com Soja nas Regiões Central e Sul do Brasil''. O projeto de pesquisa é uma parceria entre a Embrapa Soja, Unesp de Botucatu e Presidente Prudente e Universidade Federal do Paraná.
No encontro também foram apresentados os resultados preliminares da pesquisa sobre agricultura de precisão que está sendo realizada no Paraná desde maio deste ano. O projeto piloto foi realizado na Fazenda Couro de Boi, em Lonrina, e terá continuidade em propriedades rurais pertencentes a Coamo (Campo Mourão), Copacol (Cafelândia) e Coopervale (Palotina).
Na agricultura de precisão, diversos equipamentos, chamados de sensores, são acoplados nas colheitadeiras e tratores para diagnosticar as condições físicas do solo, produtidade e presença de ervas daninhas.
''Essa tecnologia de precisão é uma moderna ferramenta para apurar o conhecimento sobre as variáveis que podem melhorar a produção agrícola, mas a agricultura convencional continua sendo uma importante referência para esse trabalho'', complementou o pesquisador da Embrapa Soja/Seab/PR, Eduardo Alves da Silva.
Silva também disse que os produtores interessados em utilizar essa tecnologia de precisão devem estar cientes que é um trabalho de médio e longo prazos. ''É um sistema que utiliza a tecnologia para coletar e organizar as informações sobre a propriedade, para mais tarde esses dados serem discutidos e servirem como fonte de avaliação sobre a melhor forma de intervir no processo de produção. '', disse Silva.

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