Brasília Até a última segunda-feira, o Banco do Brasil já havia liberado R$ 9 bilhões para os agricultores dentro do Plano Agrícola e Pecuário 2003/04. Segundo o vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, Ricardo Conceição, nos primeiros quatro meses do ano-safra entre julho e outubro a expectativa é de que a instituição libere R$ 10 bilhões aos agricultores, meta que será atingida até o final do mês, garantiu Conceição. Para o governo, o ano-safra vai de julho de um ano a junho do seguinte.
No Plano Agrícola e Pecuário 2003/04, o governo prevê liberação de R$ 32,5 bilhões para o setor. Desse total, R$ 20 bilhões serão disponibilizados pelo Banco do Brasil. Para rebater as críticas de lentidão na liberação de recursos para os pequenos agricultores, Conceição apresentou ontem o balanço parcial do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no atual ano-safra. ''O número de famílias e o total liberado cresceram'', afirmou.
Entre julho e 15 de outubro foram assinados 336.500 contratos dentro do Pronaf, o que representou um crescimento de 27,5% na comparação com igual período de 2002. Em montante, foram liberados R$ 941 milhões no período, incremento de 75%. ''Até agora, cumprimos o que foi acordado e a expectativa é de crescimento bem maior de agora até o final de novembro, período de avanço do plantio'', afirmou.
O Plano Agrícola e Pecuário prevê liberação de R$ 5,4 bilhões para a agricultura familiar entre julho de 2003 e junho de 2004. No começo de outubro, o Conselho de Segurança Alimentar (Consea) cobrou ação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para agilizar a liberação de recursos. Segundo os integrantes do Consea, a execução do Plano de Safra estava muito lenta.

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