O nível de emprego no Paraná está se mantendo em crescimento pelo sétimo mês consecutivo. No mês de julho o índice apurado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) foi de 0,37%, que corresponde a criação de 5.584 postos de trabalho. O crescimento no nível de emprego se sustenta no bom desempenho da safra agrícola e da indústria da alimentação que emprega 90 mil pessoas no Paraná.
A agricultura está gerando mais empregos este ano no Brasil inteiro, com a criação de 184 mil postos de trabalho no período de janeiro a julho. Mas é no setor industrial que está havendo uma reversão das expectativas. De acordo com o Dieese, o índice no crescimento do emprego industrial no Paraná foi de 0,45% em julho, enquanto no País caiu 0,04%. Outros fatores que influenciaram no índice positivo do Estado foram os bancos e o comércio varejista que vinham demitindo em junho e pararam de demitir em julho, disse o economista do Dieese, Cid Cordeiro.
Para Cordeiro, o índice no nível de emprego verificado em julho no Paraná foi considerado surpreendente, porque as expectativas do próprio Dieese apontavam para a redução do nível de emprego da agricultura, que não houve. E a previsão de estagnação na indústria também não foi confirmada. De acordo com Cordeiro, fatores negativos como crise da energia, desvalorização cambial, aumento da taxa de juros, desaceleração da economia mundial afetaram o mercado, mas não as contratações.
Diante dessa avaliação, Cordeiro faz uma reavaliação da leitura sobre emprego no segundo semestre. Para ele, o nível de emprego deverá se manter, sem demissões. Mas o nível de desemprego deverá subir, porque as empresas não terão fôlego para admitir as pessoas que estão entrando no mercado de trabalho. Segundo o economista, as estruturas das empresas estão enxutas e apesar dos fatores de crise, elas não estão promovendo demissões.
No período janeiro a julho, foram criados 64 mil vagas no Estado, refletindo o bom desempenho da economia no primeiro trimestre deste ano. Além da agricultura que abriu 20 mil contratações nos primeiros sete meses do ano, os setores de material elétrico e comunicações, indústria alimentícia, de calçados e ensino puxaram o índice do emprego no Paraná. Em compensação setores como construção civil, bancos e serviços de utilidade pública (Sanepar/Copel) demitiram no mês de julho.
No período janeiro a junho de 2001, os municípios que tiveram maior geração de emprego no Paraná foram Rolândia, Paranaguá, Cianorte e Fazenda Rio Grande. Já nos últimos 12 meses, considerando julho de 2000 a junho de 2001, a Região Metropolitana de Curitiba, foi a campeã na geração de empregos.

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