Agricultura americana tem problemas com OGM
Agricultura americana
tem problemas com OGM
Cristiana Fabiani
France Press
A oposição crescente de vários países aos produtos agrícolas americanos na base de organismos geneticamente modificados (OGM) pode reduzir as receitas dos agricultores, afetados pela baixa mundial dos preços.
Os agricultores americanos estão tomados pelo debate entre os fabricantes de sementes transgênicas e a oposição de vários países, disse Gary Goldberg, presidente da associação americana de produtores de milho.
Esta associação pediu aos seus membros para abandonarem produtos transgênico e voltarem às sementes convencionais na próxima primavera boreal.
Cerca de um terço da produção agrícola americana é destinada à exportação. Trata-se de um dos setores no qual os Estados Unidos registram excedente comercial graças a exportações de produtos agrícolas no valor de mais de 50 bilhões de dólares por ano.
Porém, uma pesquisa americana, mostrando que o milho transgênico pode ser fatal para a borboleta monarca, fez soar o alarme e desencadeou um movimento de oposição crescente aos OGM que se estendeu pela União Européia, Japão e México.
As tentativas de minimizar os resultados do estudo dos pesquisadores da Universidade de Cornwell (Nova York), sob pressão principal da americana Monsanto e da suíça Novartis, maiores empresas de produtos transgênicos, não deram resultado.
No início de agosto, e cedendo à pressão, Novartis decidiu retirar a partir de setembro todos os componentes genéticos modificados que entram na fabricação de alimentos para bebês comercializados pela Gerber.





