Integrantes da tribo guarani Caruguá, de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, realizaram na semana passada a primeira colheita de um projeto que pretende resgatar o cultivo de sementes tradicionalmente indígenas nas aldeias do Paraná. Cerca de 30 quilos de feijão e milho foram colhidos. As sementes utilizadas no plantio foram trazidas de aldeias guaranis de diferentes localidades e antes de serem plantadas foram recuperadas geneticamente pelo CPRA. Ao distribuir essas sementes recuperadas os técnicos pretendem capacitar as comunidades indígenas para que produzam seus próprios alimentos nas aldeias, com culturas agroecológicas. Para isso, ensinam a técnica de produção em mandalas, áreas circulares em que são plantadas inúmeras variedades. O princípio é o da biodiversidade. Plantando o máximo de culturas possíveis, tem-se um maior equilíbrio desse sistema e uma produtividade maior. O projeto nas aldeias indígenas é financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e desenvolvido pelo Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA) em parceria com a Embrapa Floresta e a organização não-governamental (ONG) Terra Mater.

Todos os grãos produzidos em vagens são conhecidos como leguminosas. Por conterem carboidratos, os grãos garantem energia para o funcionamento do corpo e do sistema nervoso e, também, proteínas, que são ‘construtoras de tecidos’ no organismo. O feijão, juntamente com o milho, foi a base da alimentação primitiva dos povos incas, astecas e maias.

É a variedade de organismos vivos de todas as origens encontrados nos diversos ecossistemas do planeta. Por organismos vivos podemos compreender a diversidade de espécies da fauna, flora e de microorganismos, que realizam suas funções ecológicas em conjunto, mantendo o ecossistema em equilíbrio.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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