Como qualquer outra empresa, a agroindústria familiar precisa trilhar um longo caminho para se ''profissionalizar'': é preciso autorização da Vigilância Sanitária, do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), infra-estrutura adequada e rótulo nos produtos - seguindo a legislação. ''É necessário legalizar a produção, registrar o produto, para que o consumidor saiba que está comprando um alimento de qualidade e para que o produtor saia da informalidade'', frisou João Nishi de Souza, engenheiro agrônomo e coordenador do Programa de Agroindústria da Emater no Paraná.
O programa, segundo Nishi, atende hoje 1,8 mil produtores em todo o Estado, prestando assessoria aos produtores em várias áreas. As orientações vão desde como abrir legalmente a empresa, como produzir um produto de qualidade que atenda a necessidade do consumidor - com normas do Código de Defesa do Consumidor - até dicas para melhor comercializar o produto. ''É preciso a certificação, de acordo com as normas do Código de Defesa do Consumidor. Prospectamos não só a tecnologia, mas os produtos que são colocados no mercado'', enfatizou Nishi. O programa também estuda as potencialidades de cada região, para repassar as informações de possibilidades de produção e industrialização aos consumidores.
Conforme Nishi, uma das vantagens da agroindústria familiar frente a agricultura de commodities é a possibilidade de se manter em pé diante da crise. ''Claro que a agroindústria também sofre com as intempéries climáticas. Mas existe a possibilidade de estocar os produtos produzidos e revendê-los em momentos de estiagem, por exemplo'', citou. Os produtores de commodites não têm muita alternativa, principalmente os que produzem soja ou derivados de leite, acrescentou Nishi. (E.Z.)

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