Agricultores realizam protesto em Ibiporã
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quarta-feira, 19 de abril de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Agricultores de toda a região realizam hoje, em Ibiporã (14 km a leste de Londrina), mobilização contra a crise que toma conta do campo. As reivindicações são para garantia de um preço mínimo digno; redução dos custos de produção agrícola, do plantio à colheita; redução das taxas de juros; e criação de um seguro-safra. A expectativa é que mais de 500 pessoas participem do protesto.
A concentração terá início às 7 horas, no salão da Igreja Pio XII, no centro da cidade. Por volta das 7h30, os agricultores seguirão pela Avenida Santos Dumont, em tratoraço, até a agência do Banco do Brasil. A intenção é fechar a entrada da banco até às 11 horas. Normalmente, a agência abre às 10 horas. Além disso, está programada também uma audiência pública, marcada através da Assembléia Legislativa, que irá discutir as dificuldades enfrentadas pelos agricultores.
A audiência será no salão da Igreja e está marcada para às 9h30. Estão confirmadas a presença do deputado estadual José Maria (PMDB), técnicos da Emater e da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, além de autoridades locais e regionais. Durante a audiência será elaborada a Carta de Ibiporã, que deverá ser encaminhada ao governo federal.
Segundo Maria Romana Moretto Bianco, assessora do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ibiporã, os agricultores estão todos endividados. O que prejudicou foi o trigo, que está com preço muito baixo. O governo não garantiu preço mínimo, também não garantiu a compra e ainda houve a estiagem. Além disso, o preça da saca de soja caiu de R$ 40 para R$ 23, disse. Maria Romana ainda afirmou que a prorrogração de um ano para início do pagamento da dívida dos agricultores será insuficiente.
Outra preocupação é com o aumento do desemprego no campo. De acordo com Maria, o índice de homologação de demissões neste ano aumentou cerca de 80% no sindicato, comparando com períodos anteriores. Além disso, está havendo cortes das gratificações dos funcionários. Com isso, vai aumentar o êxodo rural e, conseqüentemente, a marginalidade nas cidades, afirmou.


