Agricultores podem voltar a protestar
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segunda-feira, 12 de junho de 2006
Andréa Bertoldi<br>quipe da Folha 
Curitiba Os produtores rurais aguardam para hoje a divulgação de mais um pacote agrícola para atender reivindicações que ficaram pendentes. ''Caso as medidas não tenham efeitos práticos, há a possibilidade de os produtores voltarem a protestar de alguma forma'', disse o economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Pedro Loyola.
''Os protestos podem voltar a acontecer. Cada localidade vai avaliar qual a melhor forma de fazer isso'', confirmou o presidente do Sindicato Rural de Londrina, Luiz Fernando de Almeida Kalinowski. ''A idéia é não deixar morrer o movimento'', destacou o assessor econômico da Faep, Carlos Augusto Albuquerque.
No final da semana passada, os agricultores do Paraná voltaram a colocar tratores e máquinas agrícolas às margens de rodovias do Estado. Em Cascavel, no Oeste do Estado, o maquinário foi colocado no Trevo Cataratas, junção das rodovias que conduzem a Curitiba, Foz do Iguaçu e Norte do Paraná. A reportagem da Folha procurou as Polícias Rodoviária Federal e Estadual mas, nenhuma das duas tinha registrado protestos nas rodovias do Paraná ontem.
Os produtores querem a inclusão da pecuária nas prorrogações automáticas de custeio e investimento; condições de acesso a linha do FAT Giro Rural para a utilização em dívidas dos produtores com cooperativas e fornecedores de insumos; alteração de regras das dívidas de custeio e mais prazo para o pagamento das dívidas das safras do ano passado e deste ano. No FAT Giro Rural, o pedido é para que tenha prazo de carência de dois anos. Hoje esta linha tem carência zero.
Entre as medidas estruturais, os agricultores querem a possibilidade de importar agroquímicos do Mercosul, melhorar o seguro agrícola e reduzir a tributação no frete marítimo interno.


