Agricultores otimistas com o milho
Celso PachecoCompetênciaDia de campo na fazenda de Taniguchi: tecnologia e um novo híbrido superprecoceA maioria dos produtores de milho acredita na ascensão dos preços do produto no segundo semestre deste ano. Os agricultores paranaenses também acham que a rentabilidade da cultura na safra de verão deste ano será maior do que a do ano passado, diante da atual realidade de mercado, com estoques baixos e equilíbrio estatístico entre oferta e demanda. As importações não devem comprometer a comercialização porque o produto nacional este ano é mais competitivo, principalmente para quem usou tecnologia.
A confiança no produto ficou clara durante dia de campo realizado em Primeiro de Maio, propriedade de Koichi Taniguchi e do filho Paulo Eidi Taniguchi. Na oportunidade a Agroceres fez o lançamento de um novo híbrido, o AG 6016. A empresa reuniu os 140 melhores produtores da região para apresentar a novidade e aproveitou para mostrar uma lavoura de AG 5011, um dos híbridos mais plantados no Norte do Paraná (na região de Londrina ela ocupa 40% da área).
O fazendeiro Taniguchi plantou 300 hectares do 5011 e espera uma produtividade de 200 sacas/alqueire - 5.000 kg/hectare. Para chegar a este índice de produtividade, alto para a época, Taniguchi fez adubação de base, com 200 kg/ha da fórmula 05-17-17; também fez adubação de cobertura com 80 kg/hectare. O plantio foi feito no dia 18 de março de 98.
Sobre o novo híbrido, os técnicos Nelson Saito, João Soler e Paulo Catussi, da Agroceres, informaram que o material é superprecoce - floresce mais cedo -, tem grãos duros e avermelhados, atendendo às necessidades da indústria de derivados de milho.





