A agência do Banco do Brasil em Cascavel ficou fechada por três horas na manhã de ontem. Cerca de 600 pequenos produtores ocuparam a agência em protesto contra a falta de recursos do Pronafinho para o plantio da safra de verão.
O movimento foi encerrado com a promessa do superintendente do BB, João Carlos de Mattos, alocar para aquela agência a quantia de aproximadamente R$ 3,5 do total de R$ 10 milhões liberados anteontem.
O fim do movimento foi condicionado ao cumprimento da promessa até a próxima terça feira, afirmou Antonio Zarantonello, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep).
Segundo ele, os produtores da região Oeste do Paraná continuam mobilizados e se os recursos não forem liberados como foi prometido, a agência do banco voltará a ser fechada.
Zarantonello manifestou preocupação em relação aos produtores que poderão ser excluídos do atendimento do Pronaf para custeio. Se o banco liberar realmente os R$ 85 milhões como vem prometendo, cerca de 20% da demanda que foi levantada ficará sem atendimento, o que poderá deixar uma parcela dos produtores fora do financiamento.
Mobilização Zarantonello lembra que a Fetaep terá razões ainda maiores para continuar com a mobilização que predomina hoje nos sindicatos de trabalhadores rurais em todo o Estado.
Durante o protesto de ontem, não houve violência. Mas os serviços ficaram paralisados e nenhum cliente pode entrar no banco, depois que ela foi ocupada. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Capitão Leônidas Marques, Romeu Antonio Ost, informou que trabalhadores rurais de 20 municípios da região Oeste participaram do protesto.
Marques disse que a negociação ocorrida ontem com o superintendente do banco envolveu apenas o custeio da safra. Mas eles estão mobilizados porque querem a liberação de recursos do Pronafinho também para investimentos.
A revolta dos produtores foi causada pela morosidade no processo de liberação de recursos para o custeio. Até o último dia 16, apenas 20% dos recursos liberados no ano passado (total de R$ 61 milhões) haviam sido liberados.
A preocupação era com o esgotamento do período de plantio das principais culturas que eles plantam como milho e feijão, sem que os recursos fossem liberados a tempo.

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