Agricultores fazem trégua até 13 de junho
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quinta-feira, 01 de junho de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba Os agricultores decidiram dar uma trégua nos protestos depois de o governo federal ter sinalizado na última quarta-feira com a abertura da negociação sobre as reivindicações do campo. ''Houve um gesto de boa vontade do Mantega (ministro da Fazenda, Guido Mantega). Ele prometeu apresentar resultados para os problemas dos agricultores até o dia 13 de junho'', disse o assessor econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná, Carlos Augusto Albuquerque. Até esta data, as manifestações dos produtores rurais estão suspensas.
A comissão que será criada para avaliar os pedidos dos agricultores formada por represantes dos Ministérios da Fazenda e Agricultura, pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) inícia a análise das reivindicações no dia 6 de junho.
Na última quarta-feira representantes dos produtores rurais entregaram aos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Agricultura, Roberto Rodrigues, uma lista de reivindicações emergenciais que inclui prorrogação de dívidas, operações de crédito, renegociações e até isenção tributária sobre o diesel para o agronegócio. O assunto foi tratado durante reunião realizada em Brasília com a participação de mais de oito federações de agricultura inclusive a Faep.
Fumo Ontem à tarde mais de 500 fumicultores das regiões Centro-Sul e Sudoeste do Paraná protestaram em frente à indústria fumageira Alliance One, que fica no município de Rio Azul (193 Km de Curitiba). O protesto, organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul/CUT), foi contra o baixo preço do fumo pago aos produtores e reivindicou a abertura das negociações com o Sindifumo. A concentração começou ontem de manhã na praça central de Rio Azul. Os fumicultores criticaram a forma de classificação do produto, adotada pelas empresas fumageiras, que resulta numa redução da ordem de 30% no preço do fumo comprado do agricultor familiar.
Em Curitiba, uma comissão, composta pelo novo coordenador da Fetraf-Sul no Paraná, Martinho Manuel da Silva, pelo coordenador-técnico do Deser, Amadeu Bonato, e pelo coordenador do mandato da deputada estadual Luciana Rafagnin, Leones Dall'Agnoll, se reuniu com o Superintendente Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Valmir Kowalewski de Souza, e com mais dois técnicos do órgão. Essa comissão apresentou a proposta da Fetraf-Sul para a adoção de uma nova tabela de classificação do fumo, que reduz de 48 para 16 o número de classes de padronização do produto. Os três estados da região Sul produzem cerca de 93% do fumo brasileiro.


