Na região de Cascavel, os agricultores já iniciaram a colheita das variedades da soja classificadas como ''superprecoces'', que foram plantadas no final de setembro de 2003. Esse tipo de soja, que está sendo encontrado em 1% de toda área plantada do Oeste do Estado, não sofreu com a falta de chuva, pois estava com os grãos formados durante a estiagem.
O economista do Deral, Edson Maggi, afirmou que os maiores problemas estão concentrados na região de Corbélia, onde a chuva tem se mostrado muito escassa desde 6 de janeiro. Somente em alguns pontos isolados aconteceram precipitações. Já na área mais próxima de Cascavel, os problemas foram amenizados em decorrência da chuva registrada no último final de semana, quando choveu 50 milímetros em alguns pontos.
O produtor Euclides Debaldi tem uma área plantada de 700 hectares de soja, em Corbélia. Ele demonstra preocupação com a falta de chuva que, segundo ele, já está prejudicando sua produção, pelo fato das flores estarem sendo abortadas. Debaldi esperava colher 60 sacas de soja por hectare, mas, agora, considera muito difícil atingir essa marca. ''Ainda não é possível saber o quanto se perderá. Mas se não chover nos próximos dias a situação ficará crítica'', declarou.
Outro produtor, Antônio Moacir Pfeffer, estima uma quebra de, pelo menos, 10% na produção da soja em sua propriedade. Juntamente com os irmãos, ele plantou 200 hectares e, também, esperava colher 60 sacas por hectare, a mesma média alcançada nos últimos anos. ''Fizemos um grande investimento, principalmente com defensivos agrícolas, e esperamos um bom retorno, mas certamente haverá perda'', frisou.
Celso Martini plantou 400 hectares na região de Corbélia e também está muito preocupado com a estiagem. Ele observou que nos pontos onde caíram algumas pancadas de chuva a situação está menos preocupante. Em compensação, grande parte da plantação vem sofrendo com a seca. Com a iminente perda, Martini já se conforma em colher 50 sacas por hectare, dez a menos que na última safra. O produtor afirma que os preços estão satisfatórios, mas que se não chover os prejuízos serão grandes. ''Contra a seca não há solução, a não ser a chuva'', pontuou.

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