Cornélio Procópio - Um grupo de 42 agricultores da região de Cornélio Procópio tem hoje, às 14 horas, a primeira audiência no Fórum com representantes da Bunge Alimentos S/A. Segundo os produtores, cerca de 23 mil sacas de soja, equivalentes a R$ 600 mil, foram entregues em 2000 na unidade de armazenamento da Aramar Comércio de Cereais Ltda, em Cornélio Procópio, mas em seguida a empresa interrompeu as atividades, não pagou aos agricultores nem devolveu o produto.
A Aramar, de acordo com os produtores, representava a empresa de gêneros alimentícios Ceval. Eles explicam que a unidade era utilizada pela indústria alimentícia como depósito, mas os negócios eram realizados mediante notas fiscais emitidas pela Ceval, que foi comprada pela multinacional Bunge Alimentos S/A em 2001. Os agricultores ajuizaram, no segundo semestre de 2000, uma ação de reparação de danos materiais e morais.
O advogado dos agricultores, Omar Baddauy, de Londrina, disse que além do prejuízo financeiro estimado em R$ 600 mil, os agricultores tiveram prejuízos morais porque foram pressionados por credores da região para saldar as dívidas. ‘‘Tiveram que fazer pagamentos sem recursos porque a safra havia sido comprometida’’, ressaltou.
O advogado da Bunge, Humberto Gomes, disse que a empresa também foi prejudicada. Segundo ele, a Aramar, com sede em Cambará, foi acionada juridicamente pela Bunge. Ele não comentou o caso, mas informouque a Aramar recebeu o adiantamento de pagamentos pela Bunge, mas também não realizou o repasse de mercadorias. O advogado disseque a audiência pode ser transferida para setembro.

mockup