Agricultores bloqueiam empresas e cooperativas
Em alguns municípios da Região Norte os agricultores mudaram as estratégias do movimento. Em Santa Mariana, Cornélio Procópio, Andirá, Cambará, Uraí e Curiúva o trânsito de veículos nas rodovias foi liberado, mas os portões de empresas privadas ligadas ao agronegócio e das cooperativas foram bloqueados. Os caminhões não chegam nem a ser carregados. Segundo os agricultores, diretores das empresas concordaram e aderiram ao movimento.
''Há concordância com os diretores das empresas para o bloqueio, mas se o governo não atender nossas necessidades voltaremos para as rodovias'', disse Floriano José Leite Ribeiro, presidente do Sindicato Rural de Cornélio Procópio. A informação é reiterada pelo produtor de Santa Mariana Anselmo José Bernardelli, que disse que houve um acordo verbal com as empresas. ''Mas está difícil segurar os agricultores, o dia 25 está muito longe. Muitos querem voltar para a rodovia porque não acreditam nas promessas do governo'', afirmou.
Segundo ele, os produtores estão ''desesperados''. Os agricultores afirmam que não querem causar empecilhos para a sociedade e que os protestos são uma forma de conscientizar a população para os problemas enfrentados pelo campo. ''Só iremos parar o protesto depois que as medidas forem anunciadas e depois dos bancos receberem as orientações. Toda vez em que um pacote é anunciado, vamos ao banco e eles dizem que não receberam nada, não acreditamos mais em promessas'', salientou.
Bernardelli ainda disse que hoje de manhã haverá uma reunião entre as autoridades locais para elaborar novamente um decreto de emergência. ''No final do ano passado, o município chegou a elaborar o decreto, mas o governo estadual não aceitou e nem chegou a encaminhar o pedido para a Defesa Civil'', comentou. Eles também pretendem pedir a prorrogação do plantio do trigo, uma vez que muitos agricultores ainda não semearam devido à falta de chuvas. (F.M.)





