Cascavel - A necessidade de aumentar os conhecimentos sobre a agricultura levou filhos de produtores de várias regiões do Paraná a participarem do curso pós-médio técnico profissionalizante nas áreas de desenvolvimento rural sustentado e agroecologia. Já em fase de reconhecimento pelo Ministério da Educação, o curso tem duração de um ano e as mensais são realizadas em diversos locais para que os alunos conheçam a realidade de cada região do Estado.
O projeto é realizado em parceria entre a Escola Agrotécnica Federal de Dois Vizinhos, Assessoria de Estudos e Orientação e Assistência Rural, Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Rio Iguaçu, Movimento dos Atingidos por Barragens e MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra). A idéia é discutir um novo relacionamento entre o homem e a natureza.
Durante o curso, os alunos aprendem a importância de se evitar a compra de insumos químicos para aplicação na terra. ''Ao invés de ir buscar os produtos fora, queremos despertar nos agricultores a necessidade de produzir no campo os insumos ecologicamente corretos'', explica Margaret Maran, uma das coordenadoras.
Gerson Preilipper, do município de Verê, no sudoeste do Estado, diz que o curso está lhe ajudando no sentido de aumentar os conhecimentos sobre produção orgânica. Em uma propriedade de 8 alqueires, sua família tem como principal fonte de renda a produção de cachaça orgânica. ''O método convencional estava acabando com a terra. Com a produção orgânica, a natureza poderá se recuperar'', frisa.
Luís Carlos Dantas, outro dos 50 alunos do curso, trabalha juntamente com seu pai na produção de leite em uma propriedade de 12 alqueires em Cascavel. Ele ressalta que o curso pode contribuir para que os pequenos produtores tenham novas fontes de renda. ''Hoje, a gente trabalha só com leite. Mas depois do curso acho que podemos produzir mais e melhorar de vida'', conclui.

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