Depois de um ano de colheita farta e preços bons, a agricultura brasileira está passando por um momento de dificuldade. A seca, em vários estados, prejudicou a colheita e depois o plantio. Para quem trabalha com soja, o dólar, nos últimos meses abaixo de R$ 2,40, não é atraente na hora da venda da comoditie. Porém, o empresário rural sabe que não pode parar. ''O agricultor tem uma indústria a céu aberto, sujeito às intempéries do clima, às atitudes do governo, à moeda, diferente de outros empreendimentos. Este ano não está sendo bom, mas não podemos pensar só no momento atual'', afirma Francisco Campiolo, gerente administrativo e financeiro da Cooperativa de Rolândia (Corol), que esteve participando na noite daa última sexta-feira de um evento organizado pela empresa Milenia Agro Ciências, em Londrina. A Milenia, que faturou em 2004 R$ 947 milhões, é hoje a sexta maior indústria do setor no Brasil.
Segundo Campiolo a agricultura é um bom negócio e o empresário rural está consciente de que o risco faz parte da atividade por isso todo apoio é necessário. ''Hoje o Brasil precisaria de R$ 90 bilhões para custear o agronegócio''. Só que não há todo esse dinheiro disponível por isso, conforme Campiolo, é interessante as parcerias também com empresas como a Milenia, através do projeto Somar.
Criado há cinco anos, o projeto Somar premia os maiores clientes da empresa em todo o Brasil com um veículo zero quilômetro no evento de sexta-feira, foram entregues 60 pickups Fiat Strada , além de facilitar a compra de defensivos agrícolas, concede prazos, fornece assistência técnica, oferece cursos de aperfeiçoamento e uma série de outros benefícios aos produtores.
O presidente da Milenia, Luiz Barone, disse que concorda que esse ano tem sido difícil para os agricultores, mas, segundo ele, as empresas do setor têm obrigação de estar sempre ao lado do produtor rural. ''Só no ano passado investimos US$ 10 milhões em ampliações das fábricas para melhorar e aumentar a produção. O Brasil é o melhor lugar para se estar, principalmente no setor agrícola. Um ano tem geada, outro seca, mas sabemos que tudo isso pode ser superado. Nós queremos continuar crescendo junto com nossos parceiros agricultores'', disse Barone
O empresário Ivo Ilário Riedi, de Palotina, sudoeste do Paraná, dono de diversas empresas ligadas ao agronegócio, explica que o agricultor não pode ficar sozinho. Com as parcerias, explica, o produtor tem acesso a crédito e prazo. Além disso, recebe mais rapidamente a novas tecnologias para, através delas, melhorar a produtividade no campo e faturar mais.

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