Na última quarta-feira, quando o presidente Clinton lançou a campanha pelo chamado ‘‘fast track’’ - uma lei pela qual o Congresso autoriza o executivo a negociar acordos comerciais e abre mão do direito de apresentar emendas ao resultado -, Gene Lang, um fazendeiro de soja de Iowa, fez um dos discursos, na Casa Branca. ‘‘Sem os mercados de exportação, eu e a maioria dos agricultores americanos enfrentamos uma difícil escolha: cortamos a produção ou vemos nossos preços despencar’’, disse ele. No ano passado, os mercados externos responderam por um quarto do faturamento da agricultura e da pecuária americana - US$ 60 bilhões.
Embora o ‘‘fast track’’ tenha apoio entre os produtores, as principais organizações do setor e grupos de fazendeiros da Califórnia não endossaram a iniciativa de Clinton. ‘‘Queremos primeiro ver o projeto de lei’’, disse Barbara Spangler, diretora de relações governamentais da American Farm Bureau Federation, a associação nacional das casas da lavoura, que representa 95% dos 2 milhões de fazendeiros americanos. ‘‘Somos a favor do ’fast track’, mas não queremos ser surpreendidos’’, afirmou Jack Roney, da Sugar Alliance.

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