Agricultores americanos dizem não ao fast track
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segunda-feira, 15 de setembro de 1997
Paulo Sotero Agência Estado Washington, 
Na última quarta-feira, quando o presidente Clinton lançou a campanha pelo chamado fast track - uma lei pela qual o Congresso autoriza o executivo a negociar acordos comerciais e abre mão do direito de apresentar emendas ao resultado -, Gene Lang, um fazendeiro de soja de Iowa, fez um dos discursos, na Casa Branca. Sem os mercados de exportação, eu e a maioria dos agricultores americanos enfrentamos uma difícil escolha: cortamos a produção ou vemos nossos preços despencar, disse ele. No ano passado, os mercados externos responderam por um quarto do faturamento da agricultura e da pecuária americana - US$ 60 bilhões.
Embora o fast track tenha apoio entre os produtores, as principais organizações do setor e grupos de fazendeiros da Califórnia não endossaram a iniciativa de Clinton. Queremos primeiro ver o projeto de lei, disse Barbara Spangler, diretora de relações governamentais da American Farm Bureau Federation, a associação nacional das casas da lavoura, que representa 95% dos 2 milhões de fazendeiros americanos. Somos a favor do fast track, mas não queremos ser surpreendidos, afirmou Jack Roney, da Sugar Alliance.


