O crédito rural começa a ficar escasso no Paraná. Foram liberados R$ 600 milhões, 50% da solicitação feita pelos produtores. Para que os recursos possam beneficiar um número maior de produtores, o Banco do Brasil, está oferecendo um ‘‘mix’’ em que 70% são oriundos do crédito rural (juros fixos de 8,75% ao ano). Os 30% restantes vêm via CPR, com taxa de 1,9% a 2,3%/mês.
Com isso, a Faep estima que o médio e grande produtores estão financiando a lavoura de verão com taxas de juros entre 14% e 15% ao ano. Para o assessor econômico, Jorge Proença, a taxa desse ‘‘mix’’ ainda é inferior às do mercado.
Nelson Costa, da Ocepar, concorda que essa alternativa é melhor para os produtores que assim evitam as altas taxas do comércio. Lembra que as cooperativas apenas repassam as taxas. Por isso os produtores pagam taxas de mercado quando retiram os insumos nas cooperativas.
Os recursos estão se esgotando devido ao aumento das áreas de milho e soja. O milho deve crescer 16,59% em relação ao ano passado e a soja, que deveria cair 4,9%, será reduzida em apenas 2,9%.
Seguro A partir da próxima semana a situação deve mudar com o pagamento do seguro para os que perderam milho e trigo com as geadas. A Cosesp começa a pagar R$ 74 milhões. Esse dinheiro deverá atender 70% das apólices feitas no Estado, calculou Proença.
Mas esse dinheiro deve ir direto para a conta do banco, por conta dos vencimentos dos financiamentos das lavouras de inverno, que estão ocorrendo desde o último dia 31.
Segundo Proença, sabendo das dificuldades dos produtores em receber o dinheiro do seguro o BB prorrogou o prazo de quitação dos débitos das lavouras de milho safrinha e trigo.

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