O agricultor Jacy Scanagatta, de Cascavel, não acredita em expansão da área de soja transgênica neste ano também porque o produtor já comprou os insumos para o plantio da próxima safra. ''Em junho, acredito que 90% dos agricultores já haviam comprado a semente, e alguns já estão iniciando o plantio.''
Um dos temores do agricultor é a perda de clientes no mercado externo. Acho que alguns países vão deixar de comprar a nossa soja, mesmo porque o agricultor não tem como fazer o armazenamento para dois tipos de produto. Por isso, não dá para segregar, Além disso, acho que isso vai acabar criando mais dificuldades para os agricultores que terão de trabalhar com duas variedades'', comenta. Além disso, diz que é preciso ficar atento para quanto a Monsanto vai cobrar do agricultor para permitir o uso da tecnologia. ''Corre-se o risco de ficar na mão de uma empresa, que pode manobrar o preço da semente e do herbicida. E que garante que, no final da história vamos ter algum ganho. Os gaúchos comemoram o resultado da safra passada, porque ainda não pagaram royalties'', pergunta.
Afirmando que ''será um dos últimos agricultores a plantar soja transgênica', Scanagatta, que já fechou contratos para a venda de soja não-transgênica, está se preparando para plantar mil hectares com a oleaginosa, em Cascavel, onde, no ano passado, colheu 3,7 toneladas por hectare, e outros 6,6 mil hectares em Diamantino (MT), que renderam 3,15 toneladas por hectare.

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