Brasília - O Congresso dos Estados Unidos não aceitará acordos de comércio que coloquem em risco a agricultura do país. A afirmação é do presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados americana, Larry Combest, que está chefiando uma delegação de parlamentares em viagem ao Brasil. Combest ressalta que a última palavra nas negociações agrícolas na Organização Mundial de Comércio (OMC) e na Alca será do Congresso.
A autorização dada pela Câmara ao executivo americano para negociar os acordos de comércio por meio da TPA (Trade Promotion Authority) exclui cerca de 300 produtos, entre eles uma série de produtos agrícolas considerados sensíveis.
Combest, deputado do partido republicano e produtor de algodão no Texas, disse que não haverá restrição nas negociações. ‘‘Todos os setores estão na mesa’’, disse ele.
Ao receber a comissão de parlamentares americanos que visita o Brasil, o ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, protestou contra as barreiras e os subsídios que os Estados Unidos concedem a sua produção agrícola. Durante a audiência, que durou cerca de uma hora, o ministro afirmou que o Brasil não irá participar das negociações para criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) caso os picos tarifários aplicados aos produtos agrícolas brasileiros pelos EUA e os subsídios que distorcem os preços das commodities agrícolas no mercado internacional não forem discutidos preliminarmente.

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