O produtor Ivo Boscheroli, de Cascavel, lamentou não ter antecipado a compra de fertilizantes para a safra de verão que terminou de plantar. Ele adquiriu os insumos na época do plantio e pagou 20% mais caro. ''Errei ao deixar para depois'', disse.
A engenheira agrônoma Margorete Demarchi, do Deral, explicou que o caso de Boscheroli não é a regra. ''Grande parte dos agricultores compra antes, assim que termina a safra'', comentou. A maioria, portanto, não deve enfrentar alta significativa no custo de produção.
O preço médio da uréia, em outubro deste ano, estava 34% mais caro que em setembro de 2001. A maior alta ocorreu após a supervalorização da moeda americana em julho passado. Com relação a esse período, a alta foi de 27%. As formulações de NPK subiram 31%, em média, de setembro de 2001 a outubro de 2002. Com relação a julho, a alta foi de 25%.
O aumento médio dos agrotóxicos foi de 17% no mesmo período de 13 meses. De julho a outubro de 2002, a variação foi de 7%. A agrônoma do Deral acredita que o preço dos defensivos deve ficar mais caro no decorrer da safra, quando aumenta a demanda.

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