A lista da empregada doméstica Luzia Felipe da Costa, tinha 11 nomes, pois nenhum dos sobrinhos e netos pode ficar sem brinquedo neste Natal. Tem que ser pelo menos uma pequena boneca ou um carrinho. Para não estourar o orçamento, ela precisou economizar desde o início do ano. ''Até agora, já gastei uns R$ 300. Todo mundo tem que ganhar algum brinquedo e, mesmo se fizer cara feia, pelo menos foram lembrados'', brincou ela. Segundo Luzia, os preços estão mais salgados do que em 2010. ''Não lembro exatamento quanto gastei, só sei que foi menos do que agora''.
A auxiliar administrativa Michele Naiara Coelho também estava numa missão complicada ontem a tarde. Com os três filhos com o espírito consumista aflorado numa loja no centro da cidade, Milene (3 anos), Miguel (5) e João Pedro (6), ela explica que para as crianças a quantidade vale mais do que um brinquedo caro. ''O desejo deles é momentâneo, é o que interessa na hora. Pretendo gastar uns R$ 200 com os três'', explicou ela, enquanto a criançada pedia tudo que via pela frente. ''Vou querer a boneca da Cinderela'', disse Milene, mostrando o brinquedo à reportagem da FOLHA.
Já a secretária Juliana Ferreira de Oliveira estava numa situação, digamos, um pouco mais confortável. A pequena Isabelly, de 5 anos, não é tão exigente assim. ''O problema é que além dos brinquedos, a gente acaba gastando com roupas e sapatos, porque ela precisa mesmo. Não costumo dar brinquedos caros, porque criança acaba destruindo tudo. O negócio é comprar a vista e agradá-los'', completa a secretária. (V.L.)

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